quarta-feira, 23 de maio de 2018

Famalicão em Transição - estar a par

Dada a proximidade entre este blogue e a Associação Famalicão em Transição, apelamos aos interessados em receber informação sobre as atividades desta associação:

«No dia 25 de maio de 2018 entra em vigor o Regulamento Geral de Proteção de Dados.

A partir daí, só poderemos enviar emails de divulgação com o seu consentimento expresso dos interessados.

Assim, se quer estar a par das dinâmicas de Famalicão em Transição, dê-nos o seu consentimento no formulário da nossa Newsletter.

Mesmo quem se tinha registado antes, terá de subscrever novamente para receber a informação.

Para se informar sobre o tratamento que fazemos dos dados que nos fornece, consulte a nossa Política de Privacidade .



Contamos consigo. Conte connosco!

Associação Famalicão em Transição
 »

terça-feira, 22 de maio de 2018

Não largue balões!

Todos os balões lançados, incluindo os que são comercializado como "latex biodegradável", voltam para a Terra como lixo e poluem os lugares mais remotos e intocados. Os balões podem viajar milhares de quilómetros, chegam às linhas de água e ao mar, matando inúmeros animais.

Imagem obtida em mcsuk.org
Fonte (adaptado): Ballons Blow

  • «Sabia que actualmente o plástico na Natureza, e em particular no mar, é um dos maiores flagelos ambientais dos nossos tempos, sendo responsável pela morte de golfinhos, baleias, aves ou peixes que o confundem com alimento?
  • Já reflectiu acerca de qual será o destino dos balões de plástico largados para o ar após serem levados pelo vento e rebentarem?
  • Será coerente ensinar as crianças que os pequenos gestos fazem a diferença e que não devem sequer atirar um único papel para o chão, mas lançar na Natureza dezenas de objectos de latex sufocante?»

Fonte: "Largada de balões mata!", em Tara Recuperável, 23.06.2015

«Está cientificamente provado, como dizem os investigadores do Aquário de Virgínia, que muitos animais, tanto em terra como no mar, acabam por morrer por causa dos balões.

Ed Clark, do Centro da Vida Selvagem da Virgínia, constatou que os animais que mais sofrem com este problema são as tartarugas marinhas que acabam por confundir o objecto com uma alforreca e comem-nos, o que leva à morte. E não só. O perigo também existe para outros animais marinhos como golfinhos e baleias que já foram encontrados com balões alojados no estômago. Já os pássaros, por exemplo, ficam presos nos fios de “nylon” ou plástico.»

Fonte: "Será que um dia vamos deixar de largar balões?", Bruna Cunha , em Público P3, 09.03.2015 

«Espantosamente, até nas escolas as crianças já vão sendo incentivadas a lançar "mensagens de esperança" (humanitárias, culturais ou, ironicamente, ambientais), sem os seus educadores se preocuparem nas implicações de tais actos.

Mas qual é, afinal, o problema? O problema é que o que sobe também desce! E depois de uma muito rápida euforia (de dois, cinco, dez minutos, no máximo?!) ninguém se lembra mais do balão (ou dos 10, 250, 5'000 ou 200'000 que foram largados)... A Natureza tem, porém, de lidar com eles - e não será apenas por minutos. Por vezes, será durante meses ou anos.

E para onde vão os balões? O que lhes acontece? Simples: os balões rebentam e caem! Caem e ficam presos nas árvores. Caem e aterram em rios, lagos e lagoas! Caem e invadem pastos e zonas de reprodução. Em suma, caem e tornam-se lixo. Lixo não biodegradável... E são, todos os anos, milhares! Um fenómeno crescente nos países ditos "desenvolvidos".

Tudo para uns efémeros e banais momentos de "beleza visual"... Mas haverá MESMO necessidade destas largadas?»

Fonte: "Balões são armadilhas de morte", Élio Vicente, Biólogo Marinho, em Expresso (13.08.2008)



Todas as imagens, excepto a primeira, foram obtidas no site Ballons Blow 

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Mensagem publicada inicialmente a 19 de junho de 2016, republicada a 22 de maio de 2018, assinalando o Dia Internacional da Biodiversidade

domingo, 6 de maio de 2018

Transgénicos - a coexistência impossível

Para além de os efeitos diretamente na saúde humana dos alimentos transgénicos serem incógnitas, porque não há estudos suficientes ou fidedignos; para além dos efeitos obviamente nocivos para a saúde provocados pelos herbicidas associados aos transgénicos; para além dos efeitos devastadores que o cultivo de transgénicos têm nos ecossistemas e na biodiversidade; para além dos efeitos nefastos na economia, alimentadores do capitalismo selvagem, já que uma empresa é detentora de 90% do mercado das sementes e outras quatro dos restantes 10%; para além disto tudo, as variedades de alimentos tradicionais estão ameaçadas de contaminação pelos transgénicos e, assim, de extinção. 

A história das variedades de espécies alimentares acompanha a história da humanidade, pois foram gradualmente desenvolvidas e adaptadas aos climas e lugares ao longo de muitos milhares de anos. Uma história que, se não nos informarmos e se não nos opusermos, estará prestes a chegar ao fim. Porque variedades tradicionais não podem coexistir com OGM ou transgénicas, já que estas contaminam tudo à sua volta. 

Vejam o documentário catalão de 2007 TranXgenia - A História da Lagarta e do Milho. E já agora, se concorda, apoie a Plataforma Transgénicos Fora e ajude a luta pela alimentação e ambiente saudável, a luta por cada vez mais e maiores zonas livres de OGM.



(Esta mensagem foi originalmente publicada neste blogue em 09/01/2012, e foi republicada 6 anos depois, a 06/05/2018)

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Óleo de palma: a destruição da floresta

O óleo de palma é o óleo vegetal mais produzido no mundo. Barato, vai parar aos alimentos nas margarinas, chocolates e na grande maioria dos alimentos processados. Vai também ser queimado como biocombustível.

Pelo caminho desta indústria, fica a destruição de florestas tropicais, a extinção dos orangotangos e outras espécies, a miséria dos habitantes locais, direitos humanos violados, a poluição, o agravamento das alterações climáticas....

Portanto, o preço real deste produto afinal não é nada barato, fica mesmo demasiado caro!

O que fazer para evitar esta situação? Várias coisas, mas para começar,  ler os rótulos e não comprar os produtos que contém óleo de palma. Tentei encontrar margarina sem óleo de palma... não encontrei. Assim, deixei de usar margarina, o azeite é nosso e bem mais saudável!

No texto abaixo encontra mais dicas, eu estou a cumprir a 7ª ao publicar esta mensagem. 

Para começar a cumprir a 4ª dica,  assine esta petição contra a construção de uma refinaria de biodiesel partir de óleo de Palma em Marselha. 

E esta e esta e mais esta

É preciso parar esta destruição!

A  seguir a transcrição de um artigo sobre óleo de palma do site Salve a Selva (em português brasileiro):

«Óleo de palma 
Desmatamento para produtos de consumo diário

Dendezeiro (Elaeis guineensis),  conhecido como
palma-de-guiné, palma, dendém ou coqueiro-de-dendê, .
O seu óleo é conhecido como  azeite de dendê ou óleo de palma.
Fonte: daqui



A situação – florestas tropicais nos tanques e nos pratos

Com 66 milhões de toneladas por ano, o óleo de palma é o óleo vegetal mais produzido no mundo. 

O baixo preço no mercado mundial e as boas caraterísticas de transformação levam para que um em cada dois produtos no supermercado contenha óleo de palma

Além de refeições prontas, bolachas e margarina, o óleo de palma também se encontra em cremes hidratantes, sabões, maquilhagem, velas e detergentes.

O que poucas pessoas sabem: na União Europeia quase a metade do óleo de palma importado é usado para o assim chamado biodiesel

A mistura de biocombustível obrigatória desde 2009 é uma causa importante para o desmatamento das florestas tropicais, sobretudo na Indonésia e a Malásia.

Atualmente, as plantações de dendezeiros já cobrem mais que 27 milhões de hectares em todo o mundo. Numa área do tamanho de toda a Nova Zelândia,   as pessoas e os animais já tiveram que dar lugar aos “desertos verdes”.

As consequências – morte causada por barra de chocolate


Nas regiões tropicais ao redor do equador, o dendezeiro (elaeis guineensis) encontra condições ideais para o seu cultivo. 

No Sudeste Asiático, na América Latina e na África, vastas áreas de floresta tropical são desmatadas e queimadas todos os dias afim de gerar espaço para as plantações. Desta forma, quantidades enormes de gases com efeito de estufa são emitidas na atmosfera. 

Em partes do ano de 2015, a Indonésia – a maior produtora de óleo de palma – emitiu mais gases climáticos do que os EUA. Emissões de CO2 e metano levam a que o biodiesel produzido a partir de óleo de palma seja três vezes mais nocivo para o clima do que o combustível fóssil.

Mas nem só o clima global está sofrendo: juntamente com as árvores, também desaparecem raras espécies animais como o orangotango, o elefante-pigmeu-de-bornéu e o tigre-de-sumatra. 

Muitas vezes, pequenos agricultores e indígenas que habitam e protegem a floresta são deslocados da terra deles de forma violenta. 

Na Indonésia, mais que 700 conflitos de terra estão relacionados com a indústria de óleo de palma. Até nas plantações declaradas como “sustentáveis” ou “ecológicas”, sempre de novo violam-se direitos humanos.

Nós como consumidores não sabemos muito disto. Porém, o nosso consumo diário de óleo de palma também tem efeitos negativos para a nossa saúde: o óleo de palma refinado contém grandes quantidades de ésteres de ácidos graxos, que podem interferir no patrimônio hereditário e causar câncer.

A solução – revolução dos tanques e dos pratos

Hoje em dia, somente 70 mil orangotangos vivem nas florestas do Sudeste Asiático. A política do biodiesel na UE leva os antropóides à beira da extinção: cada nova plantação de dendezeiros destrói um pedaço do espaço vital deles. Para ajudar os nossos parentes, temos que aumentar a pressão sobre a política. Mas no seu dia a dia existem várias opções para agir!


Estas dicas simples ajudam a encontrar, evitar e combater o óleo de palma:

1 - Cozinhe e decida: ingredientes frescos, misturados com um pouco de criatividade, fazem empalidecer qualquer refeição pronta (que contenha óleo de palma). Para substituir o óleo de palma industrial, podem-se utilizar óleos europeus como óleo de girassol, colza ou azeite ou, no Brasil, óleo de côco, de milho (não modificado geneticamente!) ou – se você conhece a origem – óleo de dendê artesanal.

2 - Ler as letras pequenas: na União Europeia, as embalagens de alimentos têm que indicar desde Dezembro de 2014 se o produto contém óleo de palma.1 Em produtos cosméticos e detergentes esconde-se um grande número de termos químicos.2 Com um pouco de pesquisa na Internet, podem-se encontrar alternativas sem óleo de palma.

3 - O consumidor é rei: Quais produtos sem óleo de palma são oferecidos? Por que não se utilizam óleos domésticos? Perguntas ao pessoal de vendas e cartas ao produtores exercem pressão sobre as empresas. Esta pressão e a sensibilização crescente da opinião pública já fizeram com que alguns produtores renunciassem o uso de óleo de palma nos próprios produtos.

4 - Petições e perguntas a políticos: protestos on-line exercem pressão sobre os políticos responsáveis por importações de óleo de palma. Você já assinou as petições da Salve a Selva?

5 - Levante a sua voz: manifestações e ações criativas na rua tornam o protesto visível para a população e a mídia. Assim, a pressão sobre decisores políticos ainda cresce.

6 - Transporte público em vez de carro: se possível, ande a pé, de bicicleta ou use o transporte público.

7 - Passe os seus conhecimentos: a indústria e a política querem fazer-nos crer que o biodiesel seja compatível com o ambiente e que plantações de dendezeiros industriais possam ser sustentáveis. Salveaselva.org informa sobre as consequências do cultivo de dendezeiros.»

Fonte (texto transcrito e imagens, exceto desenho da planta):   https://www.salveaselva.org/temas/oleo-de-palma

Saiba mais em:   Perguntas e Respostas sobre o Óleo de Palma 

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Parentalidade Consciente com Mikaela Övén, Famalicão, 26/04

"Praticar parentalidade consciente é mais sobre o desaprender do que aprender."

"Quando procuramos seguir o caminho da parentalidade consciente estamos a questionar as nossas crenças, as nossas ideias, os nossos hábitos, os nossos comportamentos. 

É um descascar de tudo aquilo que não serve a nossa intenção como pais, um desaprender de tudo que não promove relações saudáveis baseadas no amor incondicional e tudo aquilo que não ajuda os nossos filhos a prosperar emocionalmente."

O auditório da Escola Superior de Saúde do Vale do Ave da CESPU, acolhe no dia 26 de abril, as Jornadas Municipais de Educação, organizadas no âmbito da Quinzena da Educação.

Parentalidade Consciente” é o tema eleito para este debate de ideias, aberto a toda a comunidade educativa e que decorrerá a partir das 21h00, com Mikaela Övén.

Mia Övén inspira há vários anos indivíduos e famílias na busca de harmonia e equilíbrio, através dos seus livros, textos, rubricas na rádio e televisão, cursos e palestras. 

Participação livre e gratuita, sujeita à lotação do auditório.  Recomenda-se a inscrição através do link: 

Esta conferência é promovida pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão em parceria com a Associação Famalicão em Transição - Grupo Educação em Transição, a Federação Concelhia de Associações de Pais e o Centro de Formação de Professores.

Para mais informações e gestão de inscrições, por favor contacte o Departamento de Educação da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão (educacao@vilanovadefamalicao.org | 252320956). 

sábado, 31 de março de 2018

Escolas na natureza

Para que os adultos do futuro possam respeitar e proteger a natureza, é preciso que as crianças de hoje aprendam a conhecê-la. E é na própria interação com a natureza que as crianças melhor a entenderão e respeitarão.

Imagem obtida aqui
As Escolas da Floresta já existem há várias décadas em países da Escandinávia, mas a sua inspiração já vem pelo menos do século 19.  Nestas escolas, a "sala de aula" é o espaço exterior, a floresta. As crianças têm direito a chapinhar na lama, a apanhar chuva, a trepar às árvores, a dar aso à sua criatividade e espírito de aventura. E aprendem, mas aprendem a sério, para a vida.

Em Portugal, felizmente já estão a aparecer algumas Escolas da Floresta. Aliás, desde 2017, existe a Associação Escola da Floresta - Forest School Portugal destinada a "promover e sensibilizar o conceito Escola da Floresta / Forest School em Portugal através de encontros, formações, redes sociais, etc".

Imagem obtida aqui
Em Vila Nova de Famalicão, numa das sessões sobre Educação promovida por Famalicão em Transição, foram apresentados dois casos recentes de Escolas da Floresta: o projeto "O Mundo da Floresta", em Braga, da Associação O Mundo Somos Nós, e uma experiência de Cédric Pedrosa, se não me engano, numa escola do Porto.  

Entretanto, foi divulgado na SIC (ver vídeo abaixo), um caso em Coimbra, o projeto Limites Invisíveis , resultante de uma parceria entre a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC/ESEC), o Departamento de Educação da Universidade de Aveiro (UA/DE) e o Centro de Apoio Social de Pais e Amigos da Escola (CASPAE).  

Imagem obtida em ESEC
«Limites invisíveis: Educação em ambiente outdoor” é um projeto que pretende implementar Programas de Educação Outdoor – em ambiente natural, tratando-se assim de um complemento à oferta educativa formal para crianças entre os 3 e os 10 anos.

Os programas inerentes ao projeto decorrerem numa área integrada na natureza (Mata Nacional do Choupal), tendo, para tal, sido elaborada uma parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P.
...
Imagem obtida em ESEC
Em termos gerais, o objectivo primordial do projeto é a promoção de experiências educativas com crianças entre os 3 e os 10 anos, em espaço exteriores, de contacto com a natureza, de forma a desenvolver disposições/competências de aprendizagem e respectivo sucesso académico, adoção de estilos de vida saudáveis e ambientalmente sustentáveis.  ...»

Recomendo a leitura do texto Carta aberta de uma criança...aborrecida! escrito há 3 anos por Fábio Gonçalves, educador de Infância,  no blogue Apontamentos sobre Educação de Infância  (obrigada pela dica, Diana do Taquid

Com bastante mais tempo passado no exterior e na natureza, as crianças ficam mais felizes, mais resistentes e certamente aprenderão melhor a conhecer e valorizar o ambiente que as rodeia!